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França 2018 x França 2022: quem venceria esse duelo?

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  • A França enfrenta a Inglaterra neste sábado, pelas quartas de final
  • Didier Deschamps fez diversas mudanças em relação à equipe de 2018: apenas cinco titulares da última Copa seguem em 2022
  • Kylian Mbappé soma 5 gols na competição, um a mais que em 2018
Goleiros: equilíbrio

Hugo Lloris, Steve Mandanda e Alphonse Areola: como diria a máxima do futebol, “em tempo que está ganhando não se mexe”. Didier Deschamps optou pelos mesmos goleiros de 2018, após uma lesão tirar Mike Maignan, reserva direto de Lloris, da corrida. A disputa entre os três jogadores ansiosos é ótima para a equipe e cada um conhece bem seu lugar no grupo. Um contexto perfeito para deixar Hugo Lloris na posição mais confortável possível. Aos 35 anos, o goleiro do Tottenham deve se tornar contra a Inglaterra o jogador com mais partidas disputadas pela seleção francesa, com 143. Sua campanha até aqui é segura, com destaque para uma defesa resistiu contra a Polônia, embora seu jogo com os pés ainda apresentou falhas.

Em 2018, elevou seu nível ao longo da competição com grandes atuações principalmente contra o Uruguai, nas quartas de final, e contra a Bélgica, na semi. Seu erro na final contra a Croácia acabou não influenciando o resultado.

Defesa: vantagem para 2018

Desde o título de 2018, o setor defensivo vem sendo o principal foco de Didier Deschamps. O treinador experimentou diversos sistemas diferentes, até com três zagueiros, mas não se mostrou característico. Pouco antes da Copa, decidiu voltar ao “simples” e reinstalar uma linha mais clássica com quatro zagueiros, a mesma organização tática das equipes campeãs em 1998 e 2018.

A entrada de Dayot Upamecano, que em teoria substituiu Samuel Umtiti em relação a 2018, é uma das boas surpresas. Por outro lado, o experiente Raphaël Varane, que se recuperou de uma lesão pouco antes do início do Mundial, não chegou ao Qatar no mesmo nível que em 2018 e vem mostrando falta de ritmo. Em relação aos laterais, Didier Deschamps havia optado em 2018 por dois jovens com pouca experiência na seleção (Benjamin Pavard na direita e Lucas Hernandez na esquerda), em aposta que se mostrou acertada.

Em 2022, a má fase de Pavard e a lesão de Hernandez contra a Austrália na estreia o obrigaram a buscar novas soluções. Assim, o treinador aceitou adaptado, colocando o zagueiro Jules Koundé na ala direita e o ofensivo Théo Hernandez na esquerda, uma situação que não é exatamente a ideal. Para complicar, ao contrário de 2018, não parece haver plano B, já que não há nenhum outro especialista da posição no banco.

Meio de campo: sólido em 2018, criativo em 2022

Com as lesões de N’golo Kanté e Paul Pogba, o meio de campo perdeu dois dos principais nomes da equipe de 2018.

Além deles, a outra má notícia foi o corte de Karim Benzema, que fez com que Antoine Griezmann recuasse para atuar como terceiro meia em um 4-3-3. No entanto, a mudança forçada acabou se tornando um dos pontos fortes da campanha até aqui. Como organizador, Griezmann tem se destacado pela ótima qualidade no passe (já deu duas assistências) e pela criatividade na construção das jogadas ofensivas. O único ponto negativo dessa nova posição de Griezmann é que o meio-campo de 2022 perde em força defensiva em relação ao de 2018, que era composto por três jogadores típicos da posição (Kanté, Pogba e Blaise Matuidi). Por outro lado, Adrien Rabiot tem sido uma ótima surpresa e um dos jogadores em melhor forma até aqui, com grande capacidade na recuperação (roubou nada menos que sete bolas contra a Polônia).

Já Aurélien Tchouaméni, de 22 anos, tem a difícil missão de substituir o incansável Kanté. Em posição mais recuada no centro do campo, o único jogador que iniciou as quatro partidas da França vem fazendo uma boa Copa, apesar de não ter o mesmo impacto na marcação que o jogador do Chelsea.

A taque: 2022, indiscutivelmente

Com nove gols até aqui e com o recorde de Olivier Giroud de maior artilheiro da história da seleção, com 52, o ataque da França vem brilhando no Catar. Apenas a Inglaterra, o próximo rival dos campeões mundiais, marcou mais (12 vezes). Decisivo já em 2018, Kylian Mbappé consumiu um nível ainda mais impressionante no Qatar, com cinco gols nas quatro primeiras partidas, um a mais que em toda a campanha na Rússia. Atuando pelo lado direito em 2018, o atacante do Paris Saint-Germain passou para a esquerda do ataque na atual campanha – sua posição preferida – e tem sido um pesadelo para os rivais, podendo mudar o rumo de uma partida a qualquer momento. Melhor ainda, encontrei o entrosamento ideal com Giroud, para quem deu duas 2 assistências. Ao contrário de 2018, quando passou em branco na campanha do título, o camisa 9 desencantou em 2022, com três gols até aqui. Ainda mais ofensivo que em 2018, a seleção de Deschamps tem em Ousmane Dembélé a peça ideal para completar o trio fantástico. Isso sem se esquecer de Kingsley Coman, o primeiro reserva da posição. Se a França de 2018 se mostrou extremamente defensivamente sólida, a versão atual parece ter dado prioridade ao ataque. Promessa de ótimo espectáculo nas quartas contra a Inglaterra.

Fonte: FIFA


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.

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