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Saúde

 Atenção à Dislexia

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De acordo com a definição adotada pela International Dyslexia Association (IDA), dislexia é caracterizada como um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizada por dificuldade no reconhecimento preciso e/ou fluente da palavra, na habilidade de decodificação e em soletração.

Essas dificuldades normalmente resultam de um déficit no componente fonológico da linguagem e são inesperadas em relação à idade e outras habilidades cognitivas.

Muitas vezes a dislexia pode ser confundida com preguiça, indisciplina e déficit intelectual. Por isso, é necessário que pais, professores e educadores entendam o problema e ofereçam a devida atenção, já que identificar os sinais precocemente é essencial para uma intervenção adequada e eficaz.

De maneira geral, as características da dislexia na infância e na idade adulta não se distinguem significativamente.

Sinais de dislexia:

– Dificuldade na aquisição e automação da leitura e da escrita;
– Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras);
– Aliteração (sons iguais no início das palavras);
– Desatenção e dispersão;
– Dificuldade em copiar de livros e da lousa;
– Dificuldade na coordenação motora fina (letras, desenhos, pinturas etc.) ou grossa (ginástica, dança etc.);
– Desorganização geral, constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de pertences;
– Confusão para distinguir esquerda e direita;
– Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas etc.;
– Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou longas e vagas.

O diagnóstico da dislexia é feito por exclusão, em geral, por equipe multidisciplinar (médico, psicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo, neurologista). Antes de afirmar que uma pessoa é disléxica, é preciso descartar a ocorrência de deficiências visuais e auditivas, déficit de atenção, escolarização inadequada, problemas emocionais, psicológicos e socioeconômicos que possam interferir na aprendizagem.

É de extrema importância estabelecer o diagnóstico precoce de dislexia para evitar que sejam atribuídos aos portadores do transtorno rótulos depreciativos, com reflexos negativos sobre sua autoestima e projeto de vida.

Para tanto, é fundamental que os pais e a sociedade como um todo tenham acesso às informações necessárias para identificar o problema e ter consciência das amplas possibilidades de o disléxico ter sucesso na sua vida escolar e profissional.

A ausência de conhecimento sobre essas possibilidades leva muitos pais a tratarem os problemas como indisciplina ou preguiça das crianças. Essa postura associada à desinformação de seus colegas e ao baixo preparo de muitas escolas em identificar o quadro reforçam as dificuldades dos disléxicos, além de causar-lhes sérios prejuízos psicológicos.

Estima-se que mais de 7,8 milhões de pessoas no Brasil têm dislexia, o que corresponde a cerca de 4% da população brasileira.

Fonte: https://bvsms.saude.gov.br

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Joice Maria Ferreira

Colunista associada para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre as atualidades sócio-políticas e econômicas da região.

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