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Pará: Escolas da rede estadual conquistam a medalha de bronze em competição internacional de matemática

Os espaços de aprendizagem ficam localizados nos municípios de Ananindeua e Igarapé-Açu.

O protagonismo dos estudantes paraenses em competições que envolvem a ciência, o desporto e a tecnologia, tem sido cada vez mais frequente. Prova disso são as recentes conquistas de alunos em duas escolas da rede pública estadual dos municípios de Ananindeua e Igarapé-Açu na Olimpíada Internacional Matemática Sem Fronteiras (MSF). 

A competição teve como objetivo aproximar através do estudo da matemática, a importância das línguas modernas, promover o interesse pela disciplina e pelo trabalho em equipe. Os dois espaços de aprendizagem, que conseguiram a medalha de bronze nos resultados regionais Norte 2022, foram as escolas estaduais Icuí Laranjeiras (Ananindeua) e do Curi (Igarapé-Açu), com turmas do 4º, 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental.

No Brasil, a MSF é organizada pela Rede do Programa de Olimpíadas do Conhecimento (Rede POC), projeto de intercâmbio científico que tem o intuito de estimular o interesse entre os estudantes pela inovação, ciência e tecnologia. A iniciativa conta com o apoio do Consulado da França em São Paulo, da Universidade Metodista de São Paulo e do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).

Satisfação – A diretora da Escola Estadual Icuí Laranjeiras, Sandra Amorim, comemorou o resultado alcançado pelos alunos da sua unidade de ensino. “Poder ganhar a medalha de bronze, para nós, é algo muito significativo. Eu vejo que a escola precisa ter esse olhar de incluir os alunos em todos os locais possíveis e ver nossos estudantes participarem de uma Olimpíada Internacional e conquistar esse resultado, é gratificante”.

Sandra Amorim afirma, ainda, que “colocá-los para competir ou para participar de qualquer atividade nesse nível, é uma forma de elevar a autoestima deles e, também, valorizar e mostrar que são capazes. Que o fato de morarem num bairro periférico, onde as pessoas não enxergam com bons olhos e até mesmo discriminam, não faz deles menos capazes do que outros estudantes”, destacou a dirigente.

Competição – A MSF é uma seção brasileira do evento internacional Mathématiques sans Frontières, criado em 1990, pela Académia de Strasborg, juntamente com a Inspection Pédagogique Régionale de Mathématiques e pelo Institut de Recherche sur I’Emseignement des Mathématiques (IREM), e é organizado pela Association Mathématiques sans Frontières, com sede em Strasborg, Alsácia, na França.

A olimpíada possui uma única fase e foi realizada na própria escola, em qualquer horário, no dia da prova mundial estipulada pelo regulamento. As provas foram divididas em três níveis: Básico – para estudantes do 4º ao 6º ano do Ensino Fundamental; Júnior – para estudantes do 7º ao 9º ano do Ensino Fundamental; e Sênior – para todas as séries do Ensino Médio. 

Podem participar da MSF qualquer aluno de escola pública brasileira, desde que esteja regularmente matriculado no Ensino Fundamental (I e II) ou no Ensino Médio (regular, suplência ou técnico). É importante ressaltar que cada turma participa com um único time e não há limites para a quantidade de classes interessadas em participar.

Fonte: Agência Pará


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.

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