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SP: Plano Urbanístico propõe dobrar extensão de ruas arborizadas no Centro

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Ao todo, serão 118 km de Caminhos Verdes implantados ou requalificados na região; 32 áreas verdes também estão previstas.

Para conectar espaços públicos e combater o aquecimento global, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) e a SP Urbanismo, propõe a arborização de 118 km de vias na região central da cidade, o dobro do que existe atualmente. A ação integra o Programa de Intervenções da Área de Intervenção Urbana (AIU) do Setor Central, sancionada em setembro deste ano.

A AIU do Setor Central está inserida em um perímetro de 2.089 hectares (o equivalente a 2.089 campos de futebol), dividido em dois setores: Setor Centro Histórico, nos distritos da República e Sé, e o Setor Centro Metropolitano, que abrange total ou parcialmente os distritos do Brás, Belém, Pari, Bom Retiro e Santa Cecília.

Em todo esse perímetro, o plano urbanístico aprovado este ano prevê a implantação e recuperação dos chamados Caminhos Verdes. Trata-se de ruas arborizadas que promovem a conexão entre parques e praças, equipamentos públicos, sistema de transporte e outros pontos relevantes. O principal objetivo é melhorar a experiência dos pedestres, oferecendo maiores áreas de sombras e temperaturas mais amenas para o deslocamento.

A AIU do Setor Central planeja para essa região cerca de 118 km de Caminhos Verdes, sendo 60,7 km de implantação de novos caminhos e 57,4 km de recuperação de caminhos já existentes.

Ao todo, a medida abrangerá 93 vias na cidade, como logradouros que apresentam intensa circulação de pessoas, como as Avenidas do Estado, Rangel Pestana, Bom Jardim e Celso Garcia. E também áreas degradadas, como o entorno da região hoje conhecida como Cracolândia.

A definição das vias contempladas teve como base mapeamento elaborado pela SP Urbanismo que identificou logradouros do Centro com características em comum, isto é, vias com alto fluxo de pedestres, que interligam diversos espaços e cujas calçadas possuem largura suficiente para receber estas áreas de respiro.

A proposta tem como referência intervenções aplicadas com sucesso pelo mundo. Entre elas, destaca-se a implantação de corredores verdes em Medellín, na Colômbia, que reduziu a temperatura média da cidade em 2°C.

Novas áreas verdes

Além dos Caminhos Verdes, a AIU do Setor Central prevê a implantação de 24 novas áreas verdes e a recuperação de 8 áreas verdes já existentes, como praças e canteiros. O objetivo é contribuir para a melhoria do microclima do Centro, redução das áreas de inundação e aumento das áreas verdes de lazer.

Entre as novas áreas verdes, destacam-se seis áreas próximas aos rios Tietê e Tamanduateí, local que hoje apresenta baixa capacidade de absorção de águas pluviais. Por outro lado, a Praça Nicolau de Morais Barros, na Santa Cecília, é um exemplo de área verde a ser requalificada.

Licenciamento

A AIU do Setor Central estabelece que novos empreendimentos plantem árvores em, ao menos, 50% da área permeável do terreno. Um exemplar a cada 25 m² de área permeável deverá ser implantado. Estas regras são facultativas para os imóveis com área inferior a 500 m².

Fonte: Prefeitura de São Paulo


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.

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