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Crônica

Democracia no Brasil. Tá brincando?

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Foi divulgado no site Antagonista esta semana que o Governador de São Paulo Jorge Dória aposta na dupla Covas/Hasselman. O que devemos observar é… e o povo de São Paulo? Também aposta?

Cada dia mais vemos como não existe a tão apregoada DEMOCRACIA no Brasil, ou seja, nunca houve. Somos e continuamos a ser apenas uma Colônia. Existem algumas pessoas que insistem na doidivana ideia de que o Brasil NUNCA foi Colônia de Portugal. Chego a conclusão de que o Brasil nunca foi SÓ COLÔNIA DE PORTUGAL, e sim de Portugal, Inglaterra, Estados Unidos, políticos populistas, Coronéis, Barões do Café, Homens Bons da Colônia e atualmente do povo da esquerda festiva e sempre corrupta e corrompedora, alem é claro de seus agregados, aliados, afiançados, apadrinhados, número este que não chega a 210 mil, ou seja, um por cento da população do Brasil.

O que vemos é uma dominação constante da Casta Política sobre o povo como um todo. Na Colônia, somente os ricos poderiam ter cargos destacados, os ditos Homens Bons, que eram os donos de latifúndios, escravos e canaviais. Depois, passando a estender esse poderio político para os donos de Minas de Ouro e de Diamantes das Minas Gerais.

Seguindo a essa postura durante o período do Final do Século XVIII e início do XIX, vamos ter ai os poderosos que por influencia das Cortes de Lisboa e de um Vice Reinado fajuto, onde tudo era resolvido em Portugal, vamos ter então uma mudança radical com a vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil, instalando-se aqui o Reino e com isso em torno de D. João VI pululam aproveitadores que vieram com a leva de fugitivos da invasão napoleônica sobre Lisboa. Muitos desses Nobres que acabaram se aboletando aqui do poder, deixavam o povo de fora e legislavam apenas com olhos Além Mar, isto se afirma com a Revolução do Porto em 1820 quando as Cortes de Lisboa começam a exigir a volta de D. João para Portugal. Era a tentativa de recolonizar o Brasil. Quase conseguem, se não fosse a intervenção de nossa tríade de fundadores – Dom Pedro, Dona Leopoldina e José Bonifácio. Levando assim o Brasil a sua Primeira Independência formal – A de Portugal como Metrópoles. Mas, quem bem lembra, da História, passamos a ser livres de Portugal, mas, dependentes da Inglaterra, pela dívida assumida para nosso reconhecimento, por Portuga.

A primeira visão de dominação política no Brasil Liberto começa com o episódio da Noite da Agonia, onde, a Assembleia Constituinte é dissolvida por ordem de D. Pedro I, visto que os deputados estavam formando uma constituição que lhes delegassem Poderes Absolutos e D. Pedro I ficaria apenas como Mero Fantoche dessa casta política.

Nossa Constituição mesmo sendo a meu ver a mais benéfica que já tivemos, impunha ao povo um cabresto oficial: O Voto Censitário, ou seja só vota e só se elege quem tem dinheiro. Com isso os partidos que existem acabam se fundindo em dois – Liberal e Conservador.

No Período Republicano da Regência, vamos ver os desmandos das Ditas Regências Trina e Uma e com isso, os próprios políticos vão impor um golpe, o da Maioridade de D. Pedro II, para barrar os desmandos desses mesmos políticos.

De 1841 a 1847, D. Pedro II um menino de 14 anos chega aos 20 com a maturidade que lhe foi peculiar, e institui o parlamentarismo no Brasil, ficando ele apenas com o Poder Moderador que era a ferramenta de controle político mais eficaz que tínhamos, pois, em 42 anos apenas Um Primeiro Ministro teve seu governo integro de quatro anos, foram 24 primeiros Ministros, alguns retornando ao cargo até mais de uma vez, mas, que pelo Poder Moderador eram ceifados quando não cumpriam aquilo que D. Pedro II queria mais: O desenvolvimento do País e de seu Povo.

Impõem a ele a continuação da Escravidão, quando na verdade isso era algo que dependia dos Deputados e Senadores, estes inclusive VITALÍCIOS, e como libertar a mão de obra que sustentava as fazendas de Café? Quando D. Isabel dá a cartada final com a Lei Áurea, já se articulava por parte dos políticos tanto Monarquista quanto Republicanos que haviam surgido em 1873 em Itu – SP, associado a eles, vinham os Positivistas, que inundaram o alto comando do Exército Imperial. Daí, a fatídica Quartelada de 15 de Novembro de 1889, quando então decreta-se, SEM A PRESENÇA DO POVO, o fim da Monarquia, por que? Caia com ela o Poder Moderador e assim o Único Poder não corrompido era retirado de cena.

O que vamos ter depois disso? Apenas a dominação de castas Oligárquicas sobre o País como um todo: República Velha ou do Café com Leite juntamente com o Coronelismo, Tenentismo, Getulismo com o Estado Novo, com o fim deste, iniciam então os períodos de dominação dos Partidos Políticos, lembrando que na época as forças politicas orbitavam ao redor de PTB, PSD e UDN, com o PCB e PCdoB na clandestinidade, lembremos que Dutra, Getúlio, JK, Jânio e Jango orbitavam nesses partidos, suas ideologias? O PODER.

Com o Governo Militar, ascendemos ao Bipartidarismo, os famosos partidos do SIM (ARENA) e o do SIM SENHOR (MDB), até 1974 quando da virada política do MDB. Começa então uma rebeldia política, chegando a Anistia, Ampla Geral e Irrestrita, que numa ditadura nunca ocorreria, mas, insistem em Ditadura Militar. Com ela vieram de volta os exilados (diga-se de passagem os da Esquerda que ainda hoje nos assombram), e com eles o Pluripartidarismo inclusive com o surgimento da agremiação política que nasceu para dominar, pela esquerda, deste país: o PT. Um partido que tem em sua Convenção Nacional um Caderno de Teses com o tema – “Um Partido para tempos de Guerra”, não esta preocupado com o Povo, mas, apenas com o PODER.

Em 2002 ascende ao poder e o que vemos são dois gigantescos escândalos político-financeiros – Mensalão e Petrolão, ocorrerem dentro destes seus mandatos tanto Lula quanto Dilma. Observamos um aparelhamento do Supremo Tribunal Federal que começa ainda no governo Collor, com seu Primo e no governo FHC com a imposição da figura de Gilmar Mendes, o advogado sem causa alguma, sem nenhuma tentativa de Concurso para algum Juizado, pelo menos o Tóffolli tentou, não passou, mas, tentou.

Seguindo ainda a essa mesma ótica eu pergunto e deixo-a para quem quiser refletir e me responder. Onde? Em que momento da História do Brasil desde 1500 a 2019, o povo foi consultado para algo? Democracia não é o Governo que emana do Povo, pelo Povo e PARA O POVO?

Acho que a Democracia no Brasil é igual ao principio da Doutrina Monroe – América para os Americanos… DO NORTE. Aqui é a Democracia que Emana do Voto Obrigatório e conduzido do Povo, pelo Povo e para o Povo que é ELEITO.

O Brasil é e continua sendo uma Colônia, e da pior espécie, por isso vejo que escolheram Zumbi, um escravista como símbolo da raça negra pro esquerda. Era um negro que escravizava negros, hoje, somos um povo pseudo livre escravizados pelos servidores públicos que somos OBRIGADOS a votar de dois em dois anos (SIM, alternando Municipal com Estadual/Federal), para nos oprimir, nos impor suas vontades, para manter seus Status de poder enquanto o povo morre nas filas dos hospitais, de confronto entre a Polícia sucateada e os narcotraficantes amplamente aparelhados pelo benefício inicial do Sr. Leonel de Moura Brizola que impediu a PM de subir os morros, para evitar dar de cara com sua filhinha usuária de drogas, e ficar feio para o Governador ter de repreender alguém (não seria sai filhinha amada, Neuzinha).

Carecemos de DEMOCRACIA, mas, alguém sabe me dizer como é a Democracia? Pois, a que eu conheço nos meus 62 anos é na verdade um misto de Ditadura, com Oligarquismo, Populismo, Canalhismo e outros Ismos que prefiro não citar em questão de Decoro aos nossos leitores.

O Brasil carece de Democracia. E vem o Dória dizer que quer e aposta na dupla Covas/Hasselman. Que ele vá para o Quinto dos Infernos. O que quero é que o povo se levante e tome o poder nas suas mãos. Pois, se a Democracia na sua síntese é o Poder que Emana do Povo, pelo Povo e para o Povo. Que esses politiqueiros de Bosta, vão para o Quinto dos Infernos.

Quero a INDEPENDÊNCIA REAL e DEFINITIVA do Brasil. Pois, democracia no Brasil? Deixo aqui como resposta a famosa Tira, do Cartunista Argentino Quino, da nossa querida MAFALDA.

Mafalda – QUINO

Lugus Von du Kontra – Barão de Araruta

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Luiz Gustavo Chrispino

Olá, sou Luiz Gustavo Chrispino Jornalista, Historiador, Professor, Escritor e Monarquista. Normalmente, critico as situações que nosso país vive, por acreditar que o povo é e sempre foi massacrado pela "casta política" que temos, muito mais interessada em ganhos pessoais, que no povo, gerando a situação caótica que temos em nossa nação. Gostou do que leu??? Que Bom!!! Não Gostou?? Fazer o que? Nem todo mundo me entende...

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