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Vamos falar sobre a Mata Atlântica?

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A maior riqueza do nosso planeta está no Meio Ambiente e a Mata Atlântica representa um de nossos maiores patrimônios. Não é um exatamente uma floresta, é muito mais que isso, é uma unidade biológica, um bioma de floresta do tipo tropical. Sua extensão é considerável, pois abrange boa parte da costa do Brasil e também do nordeste da Argentina e do leste do Paraguai.

A biodiversidade da Floresta Atlântica é bem semelhante a da Floresta Amazônica, pois ambas são muito similares tanto fisionomicamente quanto na composição floral. E há teorias acerca de que já formaram uma única floresta e que até hoje mantém ainda uma ligação. A Mata Atlântica, especificamente, é composta por outras florestas nativas menores, a saber: Floresta Ombrófila Densa; Floresta Ombrófila Mista (também denominada de Mata de Araucárias); Floresta Ombrófila Aberta; Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Estacional Decidual; ademais de muitos ecossistemas valiosos como manguezais, vegetações de restingas, campos de altitude, brejos interioranos e encraves florestais, tudo isso elementos responsáveis pela produção e abastecimento de água, equilíbrio climático; proteção de encostas, fertilidade do solo; produção de alimentos, madeira, fibras, óleos, plantas ou águas medicinais. Por fim, um patrimônio em todos os sentidos e um desenho, um cenário paisagístico perfeito e belíssimo.

Existem, logicamente, algumas diferenças consideráveis na diversidade de cada uma destas florestas menores, nos biomas, nos endemismos, pois em cada região há espécies que ali vivem por se adaptarem melhor conforme altitude e latitude, solo e o próprio clima. A fauna e a flora são de uma variedade impressionante, no entanto é possível apontar para algumas espécies que se encontram em abundância que são anfíbios, répteis, mamíferos (inclusive alguns felinos), peixes, insetos e aves, da formação vegetal palmeiras, bromélias, hortênsias e até orquídeas.

No Brasil Império, o Imperador Dom Pedro II adotou uma ação precursora para salvar a floresta, no ano de 1861, quando ordenou reflorestar o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde se encontra a maior floresta urbana do mundo. Naquela época a floresta já se encontrava quase que totalmente devastada, e o imperador entendia a importância de uma floresta, sabia que significava proteção das encostas contra deslizamentos, um clima mais harmônico, proteção da flora e da fauna e suas espécies nativas e melhorias no abastecimento de água para toda a cidade. A ação de Dom Pedro II fez toda a diferença é até hoje considerada um dos maiores feitos na recuperação ambiental.

De fato, a má conservação e a devastação, o uso descontrolado e as atividades predatórias contribuem para o desaparecimento de muitas espécies, pois os habitats naturais são exterminados. Além disso, a Mata Atlântica é onde vivem povos indígenas até os dias atuais como os povos Wassu, Pataxó, Tupiniquim, Gerén, Guarani, Krenak, Kaiowa, Nandeva, Terena, Kadiweu, Potiguara, Kaingang,guarani M’Bya e tangang.

O bioma Mata Atlântica abrange uma área total de aproximadamente 1.315.460 km2 que se estende por 17 estados do Brasil: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe e são muitos os parques naturais espalhados que são agraciados pela presença da Mata Atlântica, selecionamos alguns que estão entre os mais importantes do país.

Em Minas Gerais, os parques das águas medicinais de Caxambu e São Lourenço preservam boa parte da Mata Atlântica. O Brasil detém por volta de 15% das águas potáveis do planeta e o Parque de Caxambu é considerado a maior estância hidromineral do mundo. Já o parque de São Lourenço é cercado por mata remanescente da Mata Atlântica e possui vegetação nativa. Naquela mesma região da Serra da Mantiqueira, o caminho antigo da Estrada Real é repleto de trechos de Mata Atlântica.

foto por Clarissa Xavier Machado

Já no Rio de Janeiro, o Parque Estadual da Serra da Tiririca constitui uma área de sítios arqueológicos e foi elevado ao status de patrimônio da biosfera da Mata Atlântica pela UNESCO, pois só ali já foram catalogadas 300 espécies de plantas incluindo palmito – jussara e Pau-brasil; e ainda animais raros desse tipo de mata sendo que alguns deles são espécies ameaçadas de extinção. O Parque Natural Municipal de Marapendi, responsável por resguardar ecossistemas nativos de manguezal e restinga é uma área que se tornou área de proteção ambiental para conservar a Mata Atlântica. Lá há uma diversidade de fauna e flora nativas extremamente ricas incluindo jacarés-de-papo-amarelo, caranguejos, jibóia, cobra cipó, gambás, capivaras, cutias, jacupembas e preguiças. O Parque Natural Municipal Bosque da Barra também é considerado um pedaço da Mata Atlântica e faz parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica segundo declaração da UNESCO. O local conta com várias espécies de insetos e animais já em risco de extinção. Há registrado ali 113 espécies de aves, correspondente a cerca de 20 % de toda a avifauna do município, com a presença da espécie endêmica da Mata Atlântica, o tiê-sangue Ramphocelus bresilius, a borboleta-da-praia Parides ascanius, mico-estrela, callithrix jacchus, gambá didelphis marsupialis, cerdocyon thous, procyon cancrivorus e lontra longicaudis.

foto por Clarissa Xavier Machado

Em Sergipe, destacam-se o Parque Nacional do Cânion do São Francisco e a Área de Proteção Ambiental de Xingó, ambos que abrigam a Mata Atlântica e onde se localizam o bioma caatinga (bioma exclusivamente brasileiro e ameaçado de extinção).

foto por Clarissa Xavier Machado

Esforços têm sido realizados pelo governo e algumas entidades no sentido de preservar toda essa mata que é o bem maior da humanidade juntamente com a Floresta Amazônica. No entanto, as dificuldades são enormes porque nem todas as pessoas parecem compreender a urgência e a relevância disso para sobrevivência de todos os seres humanos.

Existem diversas maneiras de modificar o panorama de devastação e alcançar excelentes níveis de preservação da natureza com a arquitetura auto-suficiente, a arquitetura do futuro inteligente. Tornar as cidades mais atuantes na conservação da Natura e efetivamente levar a população a atuar em medidas de restauração do meio ambiente é o caminho que garantirá dias melhores e muito mais saudáveis.

Para saber mais sobre a atuação de Dom Pedro II junto ao Meio Ambiente leia:

Especialmente pensado para o público infanto-juvenil
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Créditos da imagem: Ministério do Turismo

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Clarissa Xavier

A professora é voluntária e colabora com artigos nas áreas de educação e estudos religiosos para periódico e livros do Grupo Duna.

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